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    >>> Quarta 22/02/2012    

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Sérgio Alonso
Sérgio Alonso explica os motivos que o levaram a sair do Conselho e critica Resgate, diretoria e o egrégio órgão do clube
 
Fanático TV
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Da Redação

Um pouco decepcionado por ter acreditado em termos um Santos melhor. Esse é o sentimento que passa pelo associado do Santos Futebol Clube, Sérgio Luiz Alonso (foto) atualmente. Membro do Grupo Resgate desde 2001, Alonso foi eleito conselheiro em 2010, mas pediu demissão em fevereiro ao ver que as promessas feitas pela atual diretoria não eram cumpridas.

Frustrado, mas com o amor pelo Santos saindo do seu coração e pulsando seu corpo e fundamentando sua fala, Alonso conversou com a redação do Fanático Santista, pois acha que deve uma explicação ao associado que o elegeu conselheiro dos motivos que o levaram a demissão do egrégio órgão.

Alonso explica que as promessas não cumpridas e as regras atuais do Conselho Deliberativo o fizeram abandonar o cargo.

Confira abaixo a entrevista exclusiva:

Como você entrou no Movimento Resgate?
Gosto do Santos FC desde criança. Guardo tudo do Santos FC desde moleque. Enfrentei problemas com minha mãe por causa disso e hoje enfrento com minha mulher. Tudo do Santos FC eu guardo. Tenho anotado todas as fichas dos jogos do Santos FC de 1955 para cá. Tenho algumas de antes disso também, queria completar, mas me falta tempo. Com o advento da Internet, por volta de 2000 e 2001 eu vi o pessoal comentando reuniões da Resgate para discutir o Santos FC, se não me engano, na Associação dos Arquitetos e Engenheiros de Santos, eu fui e participei. Participo desde 2001 da Chapa da Resgate. Na eleição de 2007, não participei devido a problemas particulares, mas nas outras eleições sempre estive na chapa concorrendo ao Conselho Deliberativo. Na última fui eleito conselheiro. Mas eu não me considero eleito. Quem foi eleito foi o Luis Álvaro, eu só peguei carona. A eleição é para presidente, os conselheiros vão junto. Em fevereiro, pedi demissão do Conselho por ser difícil fazer algo. Deixo para outro santista a oportunidade.

Nesses nove anos, o que lhe motivou a continuar no grupo Resgate?
A busca sempre do melhor, por melhor que esteja. Oposição é muito bom para o clube Foram prometidas muitas coisas que eu sei de cor em virtude de estar participando do movimento desde o início. Eles sempre criticaram muito a Administração Marcelo Teixeira. Eles sempre criticaram muito os métodos que o Marcelo Teixeira usava. Eram criticados, pois diziam que o Santos poderia ser muito maior, que o Santos podia mais. Nesses anos todos eles sempre falaram isso, e eu também. Mas o que a gente vê agora é que os mesmos métodos administrativos que o Marcelo Teixeira usava estão sendo copiados e usados por eles. Se eram ruins, estão sendo pior agora. Se for bom agora, então era bom antes. Que métodos são esses? Vou explicar utilizando palavras que eles gostam de usar. Chuteira de aluguel (jogadores de empresários), vender a janta para comprar o almoço... Eles falam da DIS e hoje inovaram fatiando jogadores do Departamento Profissional. Se a DIS foi ruim por que se comparam com eles? Eu me comparo com os bons. Quero andar para frente na vida. Eles também falavam tanto dos poderes do técnico que mandava em tudo, como o Vanderlei Luxemburgo e o Emerson Leão e diziam da Comissão Técnica permanente. Queriam que o técnico se adaptasse ao quadro do clube. E isso a gente não vê, afinal estávamos sem técnico desde a queda do Dorival Júnior. Porque considerar o Adilson Batista técnico é brincadeira. Estávamos esperando o Muricy Ramalho por um bom tempo. Para isso ai não precisa de Comissão Técnica permanente senão qualquer técnico chegaria e faria o seu trabalho. Essas promessas que não foram cumpridas foi o que me motivou a pedir demissão do Conselho e acreditar nelas me manteve esses nove anos na Resgate, pois tentava um Santos melhor, acreditando no discurso e nessas propostas. Quero deixar bem claro que minhas críticas são com relação à administração do Santos, nunca com relação às pessoas que merecem o maior respeito e admiração. Não é por acaso que são pessoas bem sucedidas profissionalmente e muito agradáveis de conviver. Acredito que foi falta de experiência, julgavam que seria fácil realizar o projeto de campanha. Não deu certo, não foi possível, é compreensível, desde que justificado. Era isso que a diretoria deveria fazer, explicar os entraves para por em prática o que foi planejado na campanha.

O não cumprimento dessas promessas não acabou com seu sonho de ver o Santos FC melhor?
De forma alguma. Só quando morrer. Temos que acreditar que o amanhã será sempre melhor.


Alonso conta que ficou 9 anos na Resgate

Você pediu demissão em fevereiro do Conselho Deliberativo. O que lhe motivou a isso?
Foram duas coisas. O primeiro eu já expliquei. São as promessas de campanha. A outra é o funcionamento do Conselho Deliberativo. Aprovaram o estatuto novo, falam tanto em modernidade, em estatuto moderno e esse estatuto aprovado não é democrático. O atual presidente pediu demissão há cerca de 10 anos atrás de seu cargo de conselheiro efetivo falando à época que o Conselho do Santos era omisso e não era deliberativo, mas sim homologativo. Porque é assim? Por causa do sistema. Não é culpa das pessoas, com qualquer um seria assim, até comigo. O sistema não deixa. Como se dá a eleição de conselheiro. Formam as chapas e o associado vota no presidente e nos membros do Conselho Deliberativo de forma vinculada. Não dão a oportunidade para o associado votar no presidente e nos conselheiros de forma separada. É como se elegêssemos o Papa prefeito de Santos e ele automaticamente puxa os 17 vereadores que o apóiam. Esses legisladores irão fiscalizar o prefeito de forma adequada? Irão fazer oposição a ele? Haverá o debate de idéias tão essencial para a democracia? Claro que não, ou se houver não será de forma adequada, pois há um elo político. No Santos FC é feito assim, alguém encabeça a chapa e escolhe os conselheiros que formaram a mesma. Depois de eleita a chapa, nesse meio tempo, se algum conselheiro eleito resolve cobrar algo, mesmo estando certo, mesmo sendo seu direito, mas é de desagrado da corrente política, corre o risco de ficar de fora na próxima eleição. Estou falando de debates políticos de idéias. Prevalecerá sempre a idéia da corrente política. Então, o que faz a pessoa? Fica e acaba se calando. Eu não culpo as pessoas, porque elas gostam, querem participar. Mas o presidente Luís Álvaro falou em 2002 e pelo que eu vejo continua até hoje. O Conselho do Santos é homologativo e não deliberativo.

O Luís Álvaro falou que o Conselho Deliberativo era homologativo em 2002, quando pediu demissão. Isso não mudou com a eleição dos conselheiros "amigos" dele?
Eu não sei como era antes, pois não participava. Se for do jeito que ele falava, ou como eu entendi, acredito que continua igual. E precisávamos mudar isso. Eu clamo por democracia no Conselho Deliberativo do Santos FC, o que eu não vejo acontecer. Democracia no sentido de debates de idéias, independente de correntes políticas.

Como, na sua opinião, é possível atingir essa democracia no Conselho?
Votando nome a nome, ou buscando uma nova maneira de composição. Eu acho que eleger por nome é mais legítimo, pois estamos votando no fulano de tal. Hoje você vota no presidente e todo mundo do Conselho pega carona. O Conselho é todo aliado do presidente. A proporcionalidade que eles propõem no novo estatuto também não resolve, na minha opinião. Porque os 30% de oposição, por exemplo, eleito pela proporcionalidade, estão veiculados politicamente com quem encabeçou a chapa, ou seja, o grupo político. O conselheiro eleito pelo associado terá mais autonomia para atuar, por que estará ligado politicamente ao associado que o elegeu. Será cobrado pelo associado, e se não trabalhar bem, não é reeleito. O conselheiro hoje representa o grupo político e quem o encabeça, ou no mínimo está amarrado. Se cobrar ou fizer oposição na próxima ele está fora. Isso eu gostaria de acabar e gostaria que o Conselho mudasse isso, pois não está no novo estatuto que para mim não nasce moderno. É falho nesse sentido. Se querem dar vazão a democracia tem que ter isso. Com o choque de idéias, novos caminhos poderiam surgir e o clube crescer. A proporcionalidade melhora um pouco isso, mas persistem os problemas. Outra coisa, se o conselheiro é o representante do associado, como eu não tenho o e-mail, o telefone, algo que facilite para eu entrar em contato com ele, igual o que tem o deputado e o senador. Para eles, conseguimos mandar e-mails. Para os conselheiros do Santos FC não. O associado deveria ter participação nas reuniões do conselho. Por que não filmar as reuniões e transmiti-las ao vivo pelo site do clube? O sócio tinha que ter acesso às reuniões do conselho É uma forma do associado saber como funciona o conselho, participar e se candidatar. Eu mesmo fui eleito sem saber como funcionava o Conselho Deliberativo. Tinha uma idéia, mas não sabia como funcionava.

Você se decepcionou com o funcionamento do Conselho?
A decepção nesse caso foi de ordem particular. Imaginava de uma maneira, e é de outra. Volto a repetir, não é culpa das pessoas que lá estão que merece meus elogios por seu trabalho comandado pelo presidente André. Mudando o sistema conforme falei, acredito que conselheiros influentes e atuantes como o Orlando Rollo, Celso Leite, e outros teriam um trabalho ainda melhor e o Santos muito a ganhar. Com o atual sistema, acho que do lado de fora eu posso fazer mais. Fazendo oposição sadia e tentando mudar apresentando essas propostas às chapas que concorrerão nas próximas eleições.


Alonso não aprova atuação passiva do Conselho

Você acha que esse interesse político suplanta até o interesse maior que é o bem do Santos FC?
Não. Acredito que o interesse político visa levar o Santos a um patamar cada vez maior. Mas, a direção administrativa, a postura política de como conduzir o clube, que está diferente do que foi proposto. Por exemplo, não foi tão criticada a administração do Marcelo Teixeira? Porque eles fazem quase as mesmas coisas agora? De duas a uma: Ou o Marcelo Teixeira foi bom ou a nova diretoria está ruim. Como eles falam que estão bons, e para se justificar se comparam em tudo com o Marcelo Teixeira, então a diretoria anterior também foi boa. Como já falei, eu me comparo com os bons para progredir na vida.

Que análise você faz do mandato do presidente Luis Álvaro e do conselho que você fez parte?
Eu classifico como má administração no Executivo, devido às promessas de campanha não terem sido cumpridas. Bateram tanto no Marcelo Teixeira e estão fazendo tudo igual. Completamente tudo igual. Até os jogadores contundidos estão contratando para se tratar aqui e não dão resultados. Nas contratações, chuteira de aluguel, vendendo passe de jogador, os R$ 40 milhões que não vieram, e se estão entrando, isso não está acontecendo da forma que prometeram. Prometeram R$ 40 milhões que seriam investidos em jogadores de fora que chegariam ao Santos, iriam valorizar o time e o Santos ficaria com parte pequena dos direitos econômicos. Não foi combinado que iriam entrar os R$ 40 milhões para fatiar os atletas já existentes em nosso time profissional. Principalmente os melhores jogadores. Isso não foi prometido. Se fosse, acho que o Luís Álvaro não ganharia as eleições.

Nem mesmo os resultados em campo de 2010 não foram resultados de uma boa administração?
Precisa ver o que eles fizeram de bom para esses resultados. Em tão pouco tempo conquistaram dois títulos. Se o resultado fosse negativo, apostam que estariam dizendo que a culpa era da dívida deixada pela diretoria anterior, que em pouco tempo não dava para fazer muita coisa. Tenho certeza que os resultados obtidos foram inesperados e vieram bem rápido. Não vou dizer que eles não têm méritos por esses títulos, claro que tem, mas são muito menores que os auto atribuídos. Minha dúvida é a seguinte: Se é competência deles esses resultados tão rápidos, porque eles têm tanta dificuldade para formar um time agora? Tanta dificuldade para contratar um técnico? Fica essa minha dúvida.

Qual sua opinião sobre a Terceira Estrela Investimento, empresa formada por diretores e conselheiros que comparam parte de Neymar e outros atletas?
A Teisa até foi um bem para o Santos FC no momento. Pagou pelo Neymar um preço alto que nem questiono. Como também não questiono a honestidade das pessoas. São pessoas com boas intenções. Mas, eu questiono o legado disso. No futuro, isso será um mau exemplo. Imaginem a Prefeitura de Santos. Se hoje o Papa ou seus secretários quiserem comprar o Palácio José Bonifácio, eles são proibidos por lei. Por maior que seja o valor, a lei impede essa negociação. Porque amanhã pode aparecer outro prefeito que compre um prédio público por valores abaixo do mercado. A lei corta o mal pela raiz. Isso agora pode acontecer com o Santos FC. A Teisa hoje sendo honesta vai deixar um legado muito ruim. Não tem cabimento um diretor ou um conselheiro ter parte em algum jogador do clube, como não tem cabimento um prefeito ser dono da sede da Prefeitura. Esse é um precedente muito perigoso. Um mau exemplo. Esse é o legado que deixou. Diretor amanhã poderá comprar jogadores do clube. Tudo bem que a Teisa pagou um valor justo, mas quem garante que no futuro teremos diretores honestos no clube? Pode algum diretor usar desse artifício e lesar o Santos FC no futuro, pela brecha que foi deixada. Na minha opinião não deveriam comprar.


Alonso não aprovou a Teisa 

O que você pode apontar de positivo que foi feito pela atual administração?
O Futsal foi muito legal, principalmente com a nova Arena. Mas o principal foi vermos que há possibilidade de mudança. Isso me leva a lutar nas próximas eleições como oposição a essa diretoria. Eu quero participar. Por isso entrei na Resgate em 2001. Se tivesse oportunidade no outro grupo, talvez participasse também. Quero colaborar com o Santos FC. É sempre possível melhorarmos.

Qual o principal aspecto que você viu no Grupo Resgate nesses 10 anos de convivência?
O trabalho deles de organização é muito bom na época das eleições. Cada um tem as suas funções. Minha função na época das eleições era ligar para os sócios pedindo voto e fazendo pesquisa de opinião. Eu pedi muito voto. Foi isso que também me levou a decepção também. Fui participe dessas promessas, pois as garanti pessoalmente para colegas e para essas pessoas que liguei que não conhecia, mas ligava e falava promessas que não foram cumpridas Isso me levou a uma decepção muito grande, pois hoje sou cobrado por isso. Pois falei para diversos sócios ir votar tranqüilo que as promessas iriam ocorrer.

E a elaboração do novo estatuto Você achou correta?
Não, pois foi apenas o pessoal da situação que teve a oportunidade de debater e discutir esse estatuto. Deveriam chamar a oposição, os associados para discutir. E isso não aconteceu. Teve apenas pela internet, que poderia mandar e-mail, mas a discussão mesmo ficou apenas na Comissão do Estatuto. Deveriam chamar todas as correntes políticas para votar o Estatuto para simplesmente não mudar mais, senão cada um que entrar fará um estatuto de acordo com sua vontade.

E o processo eleitoral que foi mudado no novo estatuto. O que o senhor acha?
Acho as embaixadas um avanço, pois vão dar oportunidade aos associados de fora participarem. Isso torna o Santos cada vez maior. Mas, precisamos tomar muito cuidado. Principalmente com relação à fiscalização nessas embaixadas. Tenho uma idéia que é as embaixadas elegerem um membro que seria seu representante dentro do Conselho Deliberativo. Em uma embaixada com 500 sócios, ela teria direito a eleger um representante no Conselho. Esse representante seria o informante das coisas do clube para os membros dessas embaixadas, que estará longe da sede. A votação pela internet e pelo correio eu acho um absurdo. Não existe. Clube de futebol é paixão. A eleição deve ser pessoal. Senão alguém consegue a senha de vários amigos e vota mudando um resultado. Não pode haver votação por procuração. Isso não existe, o voto é pessoal

Você não acha que os aliados de Luis Álvaro e os de Marcelo Teixeira deveriam deixar os interesses políticos de lado e se unirem em prol do clube?
Sim, acho sim. A atual diretoria mesmo compara tudo o que eles fazem com a diretoria anterior. Parece que o adversário da atual diretoria é a anterior. Com isso, estamos nos distanciando ainda mais do Corinthians e do São Paulo. A receita nossa aumentou, mas isso devido ao aumento das cotas de TV e dos patrocínios no uniforme, tendo o marketing do clube uma participação bem menor a que é a ele atribuída. É como eu, que moro no Embaré, e minha casa triplicou de valor de um tempo para cá. E eu não fiz nada para isso. No Santos é a mesma coisa. A receita do Santos FC aumentou, segundo comentasse por ai, para cerca de R$ 115 milhões. Só que a do Corinthians e do São Paulo ultrapassa os R$ 200 milhões, mas eles, simpatizantes da diretoria santista, comentam que foram receitas maiores que as da diretoria anterior. O referencial é sempre a diretoria anterior. Precisam esquecer o passado e olhar para frente. Tem que se comparar aos melhores que são o Corinthians e o São Paulo que estão brigando entre eles. O São Paulo foi um pouquinho melhor na receita já publicou o resultado na Folha de São Paulo e já cutucaram o Corinthians. Tem que se fazer uma oposição com educação e o pessoal da situação esquecer o passado. A oposição tem que ser sadia, como tem sido feito.

Como começou seu amor pelo Santos FC?
Desde pequeno. Meu pai, que era corintiano, me levava na Vila Belmiro para assistir jogo desde cedo. Essa democracia do meu pai influenciou a mim com minha filha. Ela, na época que o Santos estava mal, passou a dizer que torcia pelo Corinthians. Eu deixei. Mas, em 2002, quando apareceu Diego e Robinho ela tava na fase de formação e virou santista de vez e hoje vai ver jogo comigo. Eu comecei a freqüentar a Vila a partir de 1967. Mas comecei a ter noção mesmo de 1970 para cá.

Qual é a sua formação profissional?
Eu trabalho na Petrobrás. Sou técnico de operação há 24 anos. Paralelamente a isso estudei. Sou formado em Direito e Engenharia. Mas faltam apenas cinco anos para me aposentar na Petrobras e eu quero continuar lá.

Qual o melhor time de todos os tempos do Santos FC que você viu jogar?
Muitos times me marcaram. O de 1973, de 1978, de 1984, de 1995, de 2002, de 2004 e o de 2010. Todos eles fizeram minha alegria.

E jogador, qual te marcou?
O Pelé. O título de 1973 me marcou muito. A conquista foi dividida com a Portuguesa e foi o último título do Pelé na Vila. Eu lembro que fui ver um jogo no Morumbi, com meu pai, que o Santos FC ganhou de 3 a 0 do Corinthians. Estava 2 a 0 pro Santos e o Corinthians estava dominando o jogo. Eu lembro que o Pelé dominou a bola no meio campo e foi driblando até o goleiro, que era o Ado, e fez o gol. Depois meu pai falou que o Santos FC naquele dia pareceu o time da década de 60, que quando o jogo apertava o Pelé ia e resolvia. Como não vi muito o Santos da década de 60, essa fala do meu pai me marcou. O que um pai não faz para a alegria de um filho. Mal sabia que estava construindo um doente pelo Santos. Ele já é falecido faz 30 anos.




 
 
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